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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado Federal


Senador do DEM teve apoio nos bastidores de Onyx Lorenzoni. Renan Calheiros (MDB) retirou candidatura. Votação teve duas sessões polêmicas

Mariana Londres e Paulo Lima, do R7 
Publicado em 02/02/2019 
Edição André 

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), de 41 anos, foi eleito presidente do Senado com 42 votos. Ele derrotou Fernando Collor (Pros-AL), que teve 3 votos, Reguffe (Sem Partido-DF) 6 votos, Angelo Coronel (PSD-BA) 8 votos, Esperidião Amin (PP-SC) 13 votos. A votação teve 4 abstenções. Renan Calheiros teve 5 votos, mas retirou a candidatura antes da contagem de votos. 

Alcolumbre foi eleito em primeiro turno pois teve um voto a mais do que a maioria absoluta. 

Foram necessárias duas votações. A primeira foi anulada porque os escrutinadores encontraram 82 votos na urna. Como são 81 senadores, a cédula a mais foi considerada indício de fraude.

Entre as duas votações, Renan Calheiros (MDB-AL) retirou a própria candidatura. Sem Renan, o MDB fica de fora da presidência do Senado pela primeira vez desde 2007, quando o petista Tião Viana foi interino. De 1985 até hoje, o partido só ficou sem a presidência do Senado na gestão ACM (Antônio Carlos Magalhães) e na interinidade de Edison Lobão e Tião Viana. 

Além dos seis candidatos que disputaram a primeira votação, outros três chegaram a anunciar as suas candidaturas, mas renunciaram no início da sessão deste sábado (2): Simone Tebet (MDB-MS), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Major Olímpio (PSL-SP).

O Senado retomou a sessão preparatória para eleição do novo presidente da Casa no final da manhã deste sábado (2). Ainda na madrugada, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Antonio Dias Toffoli, determinou que a votação fosse secreta, após pedido feito pelo MDB e o Solidariedade.

Depois de muita discussão, os senadores decidiram pela votação por cédula e com direito a declarar o voto.

A condução dos trabalhos ficou a cargo do senador José Maranhão (MDB-PB), que é o mais idoso do Senado.

Tensão na sexta-feira

A sessão foi suspensa na noite desta sexta-feira (1º) e estava sob a presidência do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Horas antes, os senadores decidiram, por 50 votos a favor e dois contra, que a eleição dos membros da Mesa Diretora seria feita em votação aberta.

A reunião para a escolha da Mesa Diretora do Senado foi adiada após cinco horas de discussões. O impasse se deu em torno da decisão pelo voto aberto. A sessão foi marcada por reações acaloradas de senadores, vários dos quais não aceitaram a mudança do rito para escolha do novo presidente. Sem acordo, a sessão foi suspensa e remarcada.

O clima foi de tensão foi marcado por protestos contra o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Senadores do MDB contestavam a presidência interina de Alcolumbre, pois ele também é candidato ao comando do Senado.

A senadora Katia Abreu (MDB-TO) tirou da Mesa a pasta com o roteiro de condução da sessão. "Por favor, me devolva a pasta, senadora", pediu Alcolumbre. "Não devolvo. Vem tomar. Você não pode estar aí", respondeu a senadora.

Alcolumbre assumiu a presidência e colocou em votação a proposta para que a eleição da Mesa Diretora fosse aberta. Ele comandou a sessão porque era remanescente da Mesa Diretora passada. Os aliados do senador Renan Calheiros (MDB-AL), escolhido pelo MDB para disputar o cargo de presidente, argumentaram que Alcolumbre não tinha isenção para comandar a reunião.

A sessão preparatória de 1º de fevereiro de 2019 foi presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele era o único senador integrante da mesa diretora, já que todos os outros não foram reeleitos. Desde o início da sessão, alguns senadores questionaram a legitimidade de Alcolumbre presidir a sessão, já que ele era um dos candidatos à presidência da Casa, o que seria um impedimento. O presidente da sessão tem autonomia de acatar questões de ordem e tomar decisões administrativas. Sendo candidato, ele poderia se beneficiar na presidência. 

Caso Alcolumbre se declarasse impedido, a sessão seria conduzida pelo mais velho entre os senadores, José Maranhão (MDB). A disputa pelo comando da sessão preparatória tinha como pano de fundo a guerra de forças entre o grupo que apoia o senador Renan Calheiros e o grupo anti-Renan. A resistência à Renan fez crescer nos últimos dias a candidatura de Davi Alcolumbre, a quem o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni apoia nos bastidores. Para garantir que comandaria a sessão, Davi chegou a trancar a porta do plenário, e não levantou da cadeira durante as mais de cinco horas de sessão.

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