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Chuva deixa 5 mortos, causa deslizamentos e quedas de árvores no Rio


Avenida Niemeyer está interditada e bloqueio deve durar o dia todo.

Por G1 Rio
Edição André Gomes 
Publicado 07/02/2019 

Bombeiros cortam árvore para tentar retirar ônibus atingido na Avenida Niemeyer, no Rio — Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

Cinco pessoas morreram e uma está desaparecida depois da tempestade da noite da quarta-feira (6) no Grande Rio. A forte chuva acompanhada de ventania causou apagões, derrubou árvores, alagou vias e fechou a Avenida Niemeyer, onde um trecho da ciclovia desabou.

Um ônibus foi atingido por deslizamento de terra e árvore na Avenida Niemeyer. O motorista do ônibus conseguiu sair do veículo e teve escoriações. Ele afirmou que duas pessoas estariam no veículo, uma delas foi encontrada e morreu. Bombeiros conseguiram entrar no veículo e procuram uma segunda vítima.

Houve quedas de barreira em vários pontos da Avenida Niemeyer- a ciclovia caiu perto de São Conrado, e o ônibus foi atingido quase no extremo oposto. O prefeito Marcelo Crivella confirmou que a situação mais crítica é na Niemeyer. "Vai demorar mais de um dia inteiro para normalizar", disse.
Trecho da Ciclovia Tim Maia desabou na Avenida Niemeyer — Foto: Nathalia Castro/TV Globo


Resumo

A tormenta começou por volta das 20h30, quando o Rio entrou em estágio de atenção;
Às 22h15, passou-se para o estágio de crise;
Cinco mortes: duas em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e uma na Avenida Niemeyer;
Uma pessoa está desaparecida na Avenida Niemeyer. Ela estava em um ônibus que foi atingido. Na avenida, um novo trecho da ciclovia desabou com deslizamento de terra. A via está interditada;
Pelo menos 120 árvores caíram, segundo a Prefeitura do Rio; algumas derrubaram a fiação e causaram apagões;
Às 8h30 eram 10 pontos de alagamento nos bairros do Leblon, Barra da Tijuca, Gávea, Ipanema, Itanhangá, Botafogo e São Conrado;
Registraram-se rajadas de 110 km/h no Forte de Copacabana, o que caracteriza tempestade violenta;
Chove fraco nesta manhã, e há pontos de alagamento na Barra e na Zona Sul;
Crivella decretou luto oficial de três dias pelas mortes;
Telefones úteis: 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil, que deve ser informada sobre riscos de desabamento);
A Defesa Civil recomenda que os moradores se cadastrem no serviço gratuito de alertas via SMS. Basta enviar o CEP do imóvel para o número 40199, por mensagem de texto.


Globocop mostra deslizamentos de terra na Avenida Niemeyer
Queda de barreira na Niemeyer, perto do Sheraton, acertou dois ônibus — Foto: Ricardo Abreu/GloboNews
Tronco de árvore ficou distorcido no Humaitá — Foto: Marcos Serra Lima/G1
Um veleiro foi parar na areia na Praia do Arpoador com a tempestade no Rio — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Previsão para esta quinta

As chances de tempestade aumentam na parte da tarde desta quinta-feira, por causa de áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão.

Por causa do solo encharcado, as chances de novos deslizamentos aumentam na Costa Verde e na Região Metropolitana. Além disso, pode haver novos pontos de alagamento.

A temperatura máxima prevista é de 28°C na Região Metropolitana. O mar continua agitado, com ondas de pelo menos um metro.

Trânsito e transportes

A Avenida Niemeyer é uma das opções de ligação entre bairros da Zona Oeste, como a Barra, e a Zona Sul. Pelas manhãs, a avenida opera em mão única para a Zona Sul, como parte do corredor de reversíveis da orla, em direção ao Centro.

Avenida Niemeyer está interditada. Com isso, a Autoestrada Lagoa-Barra sobrecarregou. Opções: Alto da Boa Vista ou a Linha Amarela, que têm fluxo intenso.

Os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim operam normalmente.
A circulação das três linhas do metrô e dos bondes do VLT no Centro está normal nesta manhã.

O BRT chegou a interromper as atividades às 21h25, mas no fim da noite voltou a operar com intervalos irregulares.

A SuperVia tem intervalos normais, assim como as Barcas.

O Alto da Boa Vista, o Túnel Zuzu Angel e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá já foram liberados, após interdição em todas as vias por quedas de árvores. A Praça Santos Dumont, na Gávea, está bloqueada por bolsão d'água.

Ciclovia Tim Maia foi atingida por deslizamento de terra — Foto: Reprodução/TV Globo

Morte em Guaratiba

Mauro e Isabel morreram em deslizamento em Guaratiba; Aureo e Arthur saíram feridos — Foto: Redes sociais

Mãe e filho morreram quando a casa da família desabou em Barra de Guaratiba, no fim da noite de quarta (6). Isabel Martins da Paes, 56, e Mauro Ribeiro da Paes, 32, foram soterrados quando a lama desceu pela encosta onde o imóvel fica, na Estrada da Vendinha.

Aureo da Paes, marido de Isabel, e Arthur Ribeiro da Paes, irmão de Mauro, ficaram feridos.

Falta de luz

Segundo a Light, há falta de energia principalmente em trechos da Zona Oeste, como Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio e Campo Grande, e na Zona Norte, como na Tijuca, Méier e Grajaú.

Segundo a concessionária, ventos muito fortes provocam queda de objetos sobre a rede, galhos de árvores e árvores inteiras, dificultando os reparos.

"A Light aumentou em cerca de 40% o número de pessoas em campo, chegando a mais de 2.000 profissionais preparados para todo tipo de atendimento", informou em nota a companhia, sem dar prazo para o restabelecimento dos serviços.

O que é estágio de crise?

Indica que, pelo menos, uma grave ocorrência ou um evento inesperado de grande porte está causando algum tipo de transtorno em uma ou mais regiões da cidade. Ou ainda um temporal que eleve o índice pluviométrico e o risco de deslizamento nas encostas.
Árvore caída puxou a fiação na Rua Viúva Lacerda, no Humaitá — Foto: Marcos Serra Lima/G1
Pedaço da ciclovia Tim Maia no mar de São Conrado — Foto: Reprodução/ TV Globo
Árvores caíram em trecho da Avenida Niemeyer — Foto: Reprodução/TV Globo
Postes caídos na Chácara do Céu — Foto: Ricardo Abreu/GloboNews

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