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Número de mortos no tsunami da Indonésia chega a 429


Ondas gigantes ainda deixaram mais de 1.500 feridos e mais de 150 desaparecidos. Equipes de resgate usaram máquinas, cães farejadores e câmeras especiais para detectar corpos na lama.

Publicado 25/12/2018
Por G1
Edição André Gomes 

As autoridades da Indonésia elevaram nesta terça-feira (25) para 429 o número de mortos no tsunami que atingiu o litoral do estreito de Sunda após a erupção do vulcão Anak Krakatoa. Equipes de resgate continuam a busca de mais vítimas.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, disse que também há pelo menos 154 pessoas desaparecidas. O número de feridos está em cerca de 1.500.

O número de mortos não é definitivo e pode aumentar, segundo as autoridades.
Uma mulher chora em um centro de desabrigados em Labuhan, na Indonésia — Foto: Jorge Silva / Reuters

Mais de 5.000 pessoas estão desabrigadas

Fortes chuvas dificultam as tarefas das equipes de resgate, que vasculham escombros ao longo de cerca de 100 km de litoral. A falta de água potável e de medicamentos complica a missão e afeta milhares de pessoas refugiadas em centros de emergência.

"Muitas crianças estão doentes, têm febre, dor de cabeça e não há água suficiente", disse à agência France Presse Rizal Alimin, médico da ONG Aksi Cepat Tanggap, em uma escola transformada em abrigo improvisado.
Sobe para 429 o número de mortos por causa do tsunami na Indonésia

Abu Salim, voluntário da associação Tagana, explicou que os voluntários conseguem apenas estabilizar a situação. "Hoje, nos concentramos na ajuda aos refugiados que estão nos centros, instalamos cozinhas, distribuímos equipes logísticas e mais barracas nos locais mais adequados", disse.

As equipes de emergência transportam ajuda principalmente por estrada. Dois barcos do governo abastecem as ilhas próximas das costas de Sumatra, onde os habitantes estão bloqueados.
Vista aérea da aldeia de Sumur, em Pandeglang, após tsunami na Indonésia — Foto: Antara Foto/Muhammad Adimaja/via REUTERS

Equipes de resgate usaram máquinas pesadas, cães farejadores e câmeras especiais para detectar corpos na lama e nos destroços ao longo de 100 km da costa oeste de Java, e autoridades disseram que as buscas seriam expandidas para o sul.

"Existem vários locais que pensávamos que não tinham sido afetados", disse à Reuters Yusuf Latif, porta-voz da agência de busca e salvamento do governo. "Mas agora estamos avançando para áreas mais remotas... e de fato há muitas vítimas lá", acrescentou.
Tsunami atinge a Indonésia — Foto: Infografia: Igor Estrella / G1

As autoridades atribuem o maremoto que chegou às praias sem ativar os alarmes à queda de parte da ilha que forma o vulcão Anak Krakatau, situado no estreito de Sunda, por causa de uma forte erupção.

Como nenhum tremor de terra foi registrado antes da chegada das ondas, as autoridades não tiveram tempo de transmitir um alerta e preparar a população.

Os especialistas alertaram que existe um forte risco de novas ondas mortais em consequência da atividade vulcânica.
Indonésia cães farejadores em buscas — Foto: Reuters

Combinação de fatores

De acordo com autoridades, o tsunami pode ter sido provocado por um aumento repentino da maré provocado pela lua cheia, combinado com uma avalanche no fundo do mar após a erupção do Anak Krakatoa, que forma uma pequena ilha no estreito de Sunda.


Anak Krakatoa é uma pequena ilha vulcânica que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa em 1883. É um dos 127 vulcões ativos da Indonésia.

"A combinação provocou um tsunami repentino que atingiu a costa", afirmou Nugroho, antes de destacar que a Agência Geológica da Indonésia trabalha para elucidar o que aconteceu exatamente.

As erupções vulcânicas submarinas, que são relativamente incomuns, podem provocar tsunamis pelo deslocamento repentino de água ou deslizamentos em encostas, de acordo com o Centro Internacional de Informação sobre Tsunamis.

Infográfico mostra Anel de Fogo do Pacífico — Foto: Karina Almeida/G1

Anel de Fogo do Pacífico

A Indonésia, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, fica no Anel de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectônicas e que registra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

O país sofre com frequência terremotos violentos, o mais recente deles na cidade de Palu, na ilha Célebes, onde milhares de pessoas morreram vítimas de um tremor e posterior tsunami.

Em 2004, um tsunami provocado por um terremoto no fundo do mar de 9,3 graus de magnitude, na costa de Sumatra, Indonésia, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, 168.000 delas na Indonésia.

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