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POESIA DE UMA CRIANÇA PARA MADEIRA 4512

Encontrado o corpo do ex-vereador e advogado João Damasceno


Encontrado o corpo do ex-vereador e advogado João Damasceno nas proximidades da cabeceira da ponte Bandeira Tribuzzi

Publicado em 2 de agosto de 2018
Edição André Gomes 

Foi encontrado na manhã desta quinta-feira(2), nas proximidades da cabeceira da ponte Bandeira Tribuzzi o corpo do advogado criminalista, professor e ex-vereador João Damasceno, mais conhecido por Bazar. Ele havia saído ontem por volta das 06 da manhã para caminhar com um amigo e decidiu tomar banho perto da ponte e sumiu nas águas. O corpo já foi encaminhado para o IML. Conforme alguns amigos mais próximos, morreu no lugar onde aprendeu a nadar. 


Ontem, circularam comentários de que Damasceno estaria passando por estado de depressão e muitos acreditaram que ele teria se suicidado, mas familiares descartaram a versão. Atualmente Bazar era professor do Florense. Ele era natural de Cajapió e filiado ao PSL.


Por : Crystopher Plekanovsky (filho de Dr Damasceno)

O seu último dia de vida

O que você faria se soubesse que só lhe resta mais um dia de vida? Certa vez um rapaz soube disso, mas, apesar da notícia triste, se sentiu privilegiado por ter a oportunidade de planejar as suas últimas 24 horas. Ele então imaginou tudo o que deveria fazer para que aquele dia fosse perfeito. Nada poderia ser esquecido, já que ele não teria outra chance. Levantou antes do dia raiar e assistiu o Sol nascer da sua janela. Acordou os seus pais com um beijo demorado, levou sua irmãzinha ao colégio e foi para o trabalho, caminhando. Ele observou a cor do céu, o barulho do vento, o jardim florido. Fez as pazes com o colega com quem havia discutido na semana anterior e presenteou a senhora da cantina, que sempre fora tão atenciosa. Visitou a sua escola do primário e, no final da tarde, encontrou o seu melhor amigo na sorveteria do bairro. Ligou para a sua ex-namorada para saber como ela estava, relembraram bons momentos, depois se despediu e agradeceu pelos anos que passaram juntos. Jantou na casa da avó e, na volta pra casa, subiu no pé de manga no final da rua, onde ele costumava brincar nos tempos de infância. Estendeu-se no gramado e ficou observando as estrelas, ouvindo a sua banda favorita até o sono chegar. Voltou para casa e deitou-se, se sentindo completo. Os olhos fecharam-se devagar e a jornada chegou ao fim. A morte é a única certeza que temos nessa vida e, mesmo assim, vivemos como se ela nunca fosse chegar. Aquele rapaz pensava diferente. No dia seguinte, ele acordou bem cedo. Sentou-se na cama e imaginou tudo o que deveria fazer para que aquele dia fosse perfeito. Nada poderia ser esquecido, já que ele não teria outra chance. Assim ele fez dia após dia, por anos e anos e, quando finalmente acertou, já era um senhor de idade, feliz e realizado pela vida que havia construído. Partiu sereno, sem remorsos, sem mágoas, sem frustrações. Em seu velório tocaram samba, serviram pastel com caldo de cana e relembraram suas histórias. Deixou este mundo com a sensação de dever cumprido. Em sua lápide, um girassol e duas palavras cravadas em dourado: João Damasceno

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