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POESIA DE UMA CRIANÇA PARA MADEIRA 4512

Comerciante do bairro Mercadinho pede socorro a vereadores



“Washington do Feijão” usou a tribuna da Câmara para pedir que o prefeito Assis pare de tratar cidadãos como bandidos 

Trabalhando no mercadinho desde criança, o comerciante “Washington do Feijão”, como é mais conhecido, participou de tribuna popular na manhã de ontem, onde foi expor o episódio classificado por ele como absurdo e que culminou com três trabalhadores presos e encaminhados ao presídio de Imperatriz, apenas por que lutavam pelo direito de trabalhar. 

Segundo ele, após o incidente, viaturas da polícia civil começaram a passar em frente aos comércios, intimidando e amedrontando as pessoas. “Vivemos numa democracia, somos pessoas honestas e trabalhadoras, filhos de Imperatriz e estamos sendo tratados como bandidos. Servimos a cidade, pois ali é um centro de distribuição. Estão regredindo o mercadinho com essa ignorância. Estamos ameaçados e coagidos, vistos como malfeitores e bandidos. E o prefeito ainda vai em redes sociais dizer que vai fazer é assim mesmo”. 

Washington comunicou também que os agentes de trânsito chegam e levam propriedade privada sem entregar um documento, tudo é de forma verbal e grosseira, humilhando quem trabalha. 

“São grandes amigos, e eu estou sentido a dor. Já somos tão sofridos. Não era isso que esperávamos desse gestor, e por mais que haja boa vontade, não é assim que se faz. Humilhando, mandando prender trabalhadores. Algemados pés e mãos como marginais e levando para a CCPJ. Agora irão responder à justiça por algo que não vemos sentido algum, que poderia ter sido resolvido com uma simples conversa”. 

Repercussão 

Vários vereadores se pronunciaram e se mostraram entristecidos com um governo que prende o trabalhador, pai de família e agora encarcerados, estão sem o sustento de suas casas. 

Ricardo Seidel (REDE): “Qual o tamanho dessa casa de leis? A Câmara tem que deixar de ser pequena. O prefeito tem que respeitar essa casa e os munícipes da cidade, vamos fazer cumprir a lei, pois toda mudança tem que ser primeiro discutida aqui. Não ha cadeia suficiente pra todos nós”. 

Bebé Taxista (PEM): “É humanamente impossível entender porque estes três cidadãos estão há mais de 24h presos, sendo que apenas defenderam seu direito de trabalhar; enquanto muitos bandidos, ladrões são soltos no mesmo dia. O município tem tomado decisões sem consultar esta casa e tomara que estas ações contra a população não tomem resultados inesperados, pois vemos a insatisfação geral do povo. Pra se castigar com prisão, só quando se trata com traficantes. Isso é ditadura, truculência e despreparo”. 

Carlos Hermes (PCdoB): “Estou indignado com essa situação, pois é inadmissível que um trabalhador vá para a prisão, apenas por estar defendendo seu direito de trabalhar. Essa atitude é algo típico desse governo, vemos vários segmentos sendo oprimidos. O prefeito esta destruindo as relações com a população e continua sendo delegado, se fazendo valer de influencias que ainda tem na policia. Não podemos aceitar nem permitir que isso continue acontecendo e hoje ainda libertaremos esses trabalhadores dessa situação constrangedora. A força utilizada foi totalmente incompatível com a situação. A cidade não é uma delegacia, onde todo mundo é tratado como bandido. Os guardas de transito foram lá mandados e a responsabilidade é do prefeito ou do secretario. Estamos solidários e a policia civil deve estar a serviço da sociedade e não do prefeito”. 

João Silva (PRB): “Nunca na história dessa casa vi o poder executivo se afastar tão rápido do legislativo dessa forma. Não existe respeito, nem a busca do entendimento para com os vereadores. A Câmara é um poder independente e não se dobra, pois temos que dar satisfação ao povo que nos colocou aqui. Venham pra cá os professores, os comerciantes, os moradores dos bairros. Venham dizer onde está doendo que vamos dar o remédio certo para a dor. Se estão fazendo assim usando agentes de transito, imaginem se for criada a tal guarda municipal armada. No dia que falarmos bem, não vão dizer nada, mas no dia que criticarmos vão mandar nos prender. O batalhão é a cara do comandante”. 

Os vereadores foram unanimes em afirmar que nunca se viu um conflito criado dessa forma em um comércio popular, sendo que os trabalhadores deveriam ter apenas assinado um termo e serem liberados, para responderem isso em liberdade; não serem tratados como criminosos. Para eles hoje a sociedade convive com um prefeito que tem pensamento dúbio, que fala uma coisa de manhã e de tarde muda. Que ameaça com gestos e atitudes. E que se o prefeito não acordar, continuar tratando os vereadores como meninos, ele não terá futuro político, talvez nem até o fim deste mandato. 

“Trabalhador tem que estar é trabalhando, não preso. Estamos preocupados por que cada ação aumenta mais a falta de dialogo com esta casa e com o povo. Qual a mensagem que Assis quer passar para Imperatriz?”, declarou o presidente José Carlos (PV). 

Durante a sessão o vereador Carlos Hermes informou que entrou em contato com Clayton Noleto e o deputado Marco Aurélio. Garantiu que os dois iriam conversar com o secretário de segurança do estado, Jefferson Portela para procurar uma forma de libertar imediatamente esses trabalhadores. 

Por fim Washington informou que o prefeito na hora foi comunicado e sabia de tudo. “Achamos que ele iria resolver, mas depois foi em rede social achar bonito, oprimir o trabalhador. Se vocês tivessem visto o desespero das pessoas lá, correndo com medo, sendo presas... estamos numa democracia ou ditadura? Ninguém pode dizer nada ou pensar diferente, não há diálogo”. 

O comerciante agradeceu o espaço, apoio e a sensibilidade da Câmara e disse não ser fácil acordar todos os dias às 2h da manhã para trabalhar, colocar o alimento na mesa das pessoas e ser perseguido dessa forma.

Sidney Rodrigues - ASSIMP
 Edição André Gomes 

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