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Maranhão tem 2ª maior taxa de morte em decorrência do parto no Brasil


Estado tem a segunda maior taxa do país com 122 mulheres para cada 100 mil nascimentos; dados foram divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Publicado em 14 de agosto de 2018
Por G1 
Edição André Gomes 

Maranhão tem 2ª maior taxa do país de morte em decorrência do parto

Aumentou no estado do Maranhão o número de mulheres que morreram em decorrência do parto. O estado tem a segunda maior taxa do país com 122 mulheres para cada 100 mil nascimentos. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Segundo a OMS, cinco mulheres morrem por dia no Brasil vítimas da mortalidade materna em decorrência de complicações da gravidez, parto ou pós-parto. Em 2015 a taxa era de 62 mortes por 100 mil nascidos vivos, mas em 2016 voltou a avançar em 16 estados e a média nacional atingiu 64,4. Destaque para o Maranhão, um dos lugares onde mais mulheres morreram.

Entre as principais causas da mortalidade materna estão hipertensão, diabetes, infecções, que incluem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hemorragias e abortos provocados.

O médico obstetra e ginecologista Araquem Alves afirma que 90% dessas mortes poderiam ser evitadas se houvesse um gerenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Se nós tivéssemos pré-natal, um sistema funcionando adequadamente 90% dessa mortalidade poderia ser controlada. Então é número muito grande. Está havendo um mal gerenciamento do Sistema Único de Saúde. Não adianta você oferecer um pré-natal se você não consegue dar sequência porque depois do pré-natal vem o parto. Depois do parto vem o puerpério. Então é uma sequência”.

O especialista acrescenta também que fatores sociais e econômicos são determinantes para o elevado número de mortes. Ele pontua também que a pobreza, falta de saneamento básico e acesso difícil ao pré-natal e outros serviços de saúde fazem com que algumas mulheres não consigam se tratar a tempo e nem ter um ritmo de vida saudável.

“Melhorar a qualidade da pessoa que vai para o pré-natal também é muito importante. Eu tenho que dá alimentação para que ela não tenha carência alimentar, que ela não tenha anemia, que ela possa gerar uma criança saudável e sem uma consciência cidadã nenhuma meta é factível”, explica o médico obstetra e ginecologista Araquem Alves.

Mesmo com a divulgação da Organização Mundial da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que está coletando os dados nos municípios maranhenses e que depois disso os números passarão por uma análise. 


Hipertensão, diabetes e infecções estão entre as principais causas da mortalidade materna (Foto: Reprodução.

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