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Veja local que foi encontrado corpo da estudante de direito assassinada pelo namorado (Vídeos e fotos)

Capital-PM Allisson Wattson e Camilla Abreu

O corpo da jovem Camilla Abreu foi localizado na tarde desta terça-feira (31/10), próximo a BR-343, região do povoado Mucuim, Zona Rural de Teresina. A estudante de Direito estava desaparecida desde a madrugada da última quinta-feira (26/10).

Allisson Wattson, que tem o comportamento agressivo, disse em depoimento que houve uma discussão no carro por causa de 'traição'. Camilla foi agredida várias vezes durante a relação por causa de ciúmes e seus familiares afirmam que ele é psicopata. 

O então namorado dela, capitão da Polícia Militar Allisson Wattson, foi preso e indicou o local onde o corpo está. As investigações apontaram que ele fez sexo com ela dentro do carro antes de matá-la com um tiro no rosto após uma discussão.

O delegado Baretta confirmou a prisão do policial e a apreensão do carro que ele usava no dia que o crime foi cometido e que ele tentou limpar o sangue após assassinar a jovem.

"Foi achado o cadáver, fizemos incursões e a tarde foi feita a localização. Tem uma equipe na Delegacia de Homicídios interrogando ele [policial].", disse o delegado Baretta no local em que o corpo foi achado.

Camilla Abreu

A família do policial Allisson Wattson tem um sítio próximo ao local onde o corpo da estudante de Direito foi encontrado. O celular dela foi achado dias antes próximo ao restaurante Frango Dourado.

Corpo vai passar por exames no IML

Após a perícia ser realizada no local onde o corpo foi encontrado, o instituto Médico Legal fará exames que serão determinantes para conclusão da investigação.

"O perito vai analisar o corpo, ela vai ser levada para o Instituto Médico Legal e ai vai ver se ela foi colocada aqui ainda viva ou se já estava morta", disse o delegado Baretta.


Família revoltada com o crime 

"A gente já sabia que a possibilidade de achar ela viva era remota, mas é uma perda grande, um cara que teve as portas da casa da mamãe abertas, um militar, um policial, cara da instituição, meus colegas perguntando se podem chegar em casa, temendo a revolta com a categoria. Lá em casa meu pai é de infantaria, nós temos históricos, esse cara mancha a imagem da instituição", disse o tio de Camilla, Jandeilton Rodrigues.

Policial estar na delegacia de homicídios 

Informações dão conta que Allisson Wattson já está na Delegacia de Homicídios, localizada no bairro Morada Nova, na Zona Sul de Teresina, prestando depoimento.

Na porta da delegacia vários populares se aglomeram revoltados com a situação. Uma mulher disse em entrevista à TV Antena 10 que se fosse um negro e pobre, teria sido agredido e teria o rosto exibido para todo mundo ver, mas como é policial, está sendo escondido, poupado.


A Polícia Civil também apreendeu o carro do policial Allisson Wattson, um Corolla, que ficou manchado com sangue de Camilla e no dia seguinte ele tentou lavar os bancos em um lava jato. O militar teria trocado um dos banco e tentado vender o veículo na cidade de Campo Maior, onde já trabalhou em um batalhão, mas devido ao cheiro de sangue, não conseguiu negociar o carro, mesmo oferecendo um valor menor que o de mercado.

Pai de Camilla esteve no local

Além do tio da jovem morta, o pai dela, Gean Carlos, esteve no local e não escondeu sua revolta com o caso. Camilla foi criada com os avós, mas tinha um bom relacionamento com os pais, que são separados. A mãe esteve na casa onde ela morava, na Zona Sudeste de Teresina, e muito abalada lamentou a morte da filha.

"É um monstro, um vagabundo, eu tinha esperança de encontra ela viva, mas sabia que era difícil", disse o pai.
O policial militar Allisson Wattson namorava com Camilla há cerca de 10 meses e a relação era muito complicada. Segundo amigas, em depoimento à polícia, a estudante de Direito era constantemente agredida e vítima do ciúmes do namorado. O avô dela afirmou em entrevista que ela chegava machucada em casa, mas sempre dizia que havia sofrido algum acidente.

Corpo foi jogado perto de lixo e entulho

Segundo as investigações, após matar Camilla com um tiro no rosto, o policial militar Allisson Wattson dirigiu com a jovem morta até a estrada vicinal e jogou o corpo dentro da mata, próximo a um local onde se amontoava lixo e entulho, cerca de 15 metros da estrada de chão. O Instituto Médico Legal fez a remoção do corpo para a sede do órgão no bairro Saci, Zona Sul de Teresina, onde exames serão realizados. A família fez o reconhecimento do corpo.


Delegado geral comenta o crim

O delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, esteve na Delegacia de Homicídios e comentou o desenrolar do crime.

"A Polícia Civil se solidariza com a família nessa situação, o assassinato brutal a uma pessoa que não teve chance de defesa. Poderia ser com uma filha nossa, uma parente nossa, a policia deu uma resposta rápida. Ele vai ser interrogado, há alguns pontos que precisam se fechar, existem várias provas, mas tem que fechar alguns pontos, o interrogatório não tem hora para acabar e pode varar a madrugada. Não interessa pra policia saber a motivação dele, a vitima não está aqui para se defender", disse.

Policial alegou traição

O delegado Baretta confirmou que Allisson Wattson indicou à Delegacia de Homicídios onde o corpo estava e que policiais foram ao local pela manhã. O homem confessou o crime com uma riqueza de detalhes e disse que a motivação do crime foi uma discussão por causa de ciúmes.

"A gente não tinha a localização e com a prisão dele, chegamos ao local. Ele confessou com uma riqueza de detalhes, dá a versão dele dos fatos, a dinâmica cabe à polícia demonstrar. Ele coloca que houve um desentendimento com ela, uma briga, alegando traição e outras coisas, a gente vai apurar isso. O primeiro ato nosso foi prender ele, apreender o veículo e achar o corpo, nós temos um prazo para a investigação ser concluída", afirmou o delegado.

Questionado se o policial perderia a farda, o tenente-coronel da Polícia Militar do Piauí, John Feitosa, relações públicas da PM, disse que aguarda a conclusão do inquérito.

"Estamos aguardando a conclusão do inquérito por parte da Delegacia de Homicídios e logo após a Corregedoria certamente irá instaurar o procedimento administrativo disciplinar competente e nós só poderemos nos manifestar sobre a providência final, sobre a condição funcional do policial, só após o procedimento. Após a apuração o Comando Geral da Polícia Militar vai se manifestar, nós não podemos, por questões legais, nos antecipar a que decisão a corporação vai tomar, tão logo esse procedimento administrativo seja concluído. Ele, por ser oficial, deve permanecer em sala de estado maior, aguardando a deliberação por parte do juiz que se manifestou pela prisão preventiva dele", disse.

Vídeos mostra local onde corpo foi colocado pelo criminoso 



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