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Quase 70% das universidades federais tiveram cortes no Orçamento entre janeiro e junho


Dados obtidos mostram o "ranking" do contingenciamento. Em relação a 2017, o total de verbas repassado foi R$ 249 milhões menor.

Por GloboNews

Cortes no orçamento atingem 44 das 64 universidades federais do país

Dados do Ministério da Educação (MEC), obtidos com exclusividade pelo site por meio da Lei de Acesso à Informação, apontam que 44 das 64 universidades federais do país tiveram seu orçamento afetados por cortes na comparação com o primeiro semestre de 2016 (veja íntegra no vídeo acima).

O ranking das dez universidades com os contingenciamentos mais expressivos inclui grandes universidades, como a Unifesp (5ª colocada), UFRJ (8º lugar) e UFPE (7º lugar). Em dez dessas universidades, o corte neste ano superou os 20% da verba repassada às universidades ao longo dos seis primeiros meses de 2016.

Cortes de verba

1. Universidade Federal do Pará - 34%

2. Fundação Universidade Federal de Pelotas - 33%

3. Fundação Universidade Federal do ABC - 31%

4. Universidade Federal de Lavras - 27%

5. Universidade Federal de São Paulo - 25%

6. Universidade Federal de Pernambuco - 23%

7. Universidade Federal do Rio de Janeiro - 22%

8. Fundação Universidade de Brasília - 22%

9. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - 20%

10. Universidade Federal do Rio Grande - 20%

Os dados obtidos mostram que houve redução nos repasses feitos no primeiro semestre de 2017 em comparação com os períodos anteriores. Em relação ao ano passado, o total de verbas repassado para as universidades foi R$ 249 milhões menor.

Fonte: MEC

Em entrevista o ministro da Educação, Mendonça Filho, negou que tenham ocorrido cortes, reforçou os esforços da pasta para manter os pagamentos e ampliar o volume de verba disponível para as federais. Mendonça Filho afirma que o governo está cumprindo o previsto no orçamento.

"Pontualmente, uma ou outra universidade pode ter alguma dificuldade de gestão ou até má gestão que não leva adiante o seu dia dia adequadamente. Cada reitor há de assumir a sua responsabilidade." - Mendonça Filho

O presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, que também é reitor da UFPA, rebate o ministro e diz que todas as federais sofrem com redução de orçamento há dois anos.

"O orçamento de 2017 é aproximadamente 15% menor nos recursos de manutenção e de 50% na verba de investimentos das universidades em relação a 2014" - Emmanuel Tourinho

O aperto no repasse de verbas foi anunciado em março. Depois disso, a rotina de campi de várias universidades pelo país foi afetada. A previsão era de que o dinheiro para o custeio das instituições durasse só até setembro: sem dinheiro, universidades federais anunciaram demissão de terceirizados, redução de consumo, corte de bolsas e paralisação de obras (veja aqui a situação nos estados).

Redução do contingenciamento

No começo de agosto, o Ministério da Educação (MEC) diminuiu o contingenciamento de verbas para universidades e institutos federais. No dia 11, anunciou a liberação de R$ 450 milhões. Com a medidade, o MEC ampliou o total da verba disponível tanto para custeio quanto para investimento (ou capital).

O limite do custeio passou de 70% para 75% do orçamento previsto. E o de capital passou de 40% para 45%. "Custeio" é o nome dado ao recurso utilizado para a manutenção das instituições de ensino, enquanto a verba de "investimento" ou "capital" é aquela para adquirir equipamentos e fazer investimentos em estrutura.


Tesourômetro instalado na Universidade Federal de Minas Gerais em julho deste ano (Foto: Divulgação)


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