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21 PESSOAS MORRERAM NA TRAGÉDIA NO RIO XINGU:Missa homenageia mortos em naufrágio no rio Xingu


Barco Capitão Ribeiro afundou em Porto de Moz quando levava 48 pessoas de Santarém até Vitória do Xingu. 21 pessoas morreram e 23 foram resgatadas com vida.

Por G1 PA



Corpos de vítimas do naufrágio no rio Xingu começam a ser veladas, em Porto de Moz
Familiares das vítimas do naufrágio do navio Capitão Ribeiro se despediram de seus entes queridos em uma missa realizada em uma quadra de esportes no município de Porto de Moz na manhã desta quinta-feira (24). Amigos, parentes e populares prestaram sua solidariedade aos 21 mortos no naufrágio.
O navio Capitão Ribeiro saiu do município de Santarém, oeste do estado, às 18h de segunda-feira (21), segundo a Secretaria de Segurança Pública do Pará. As informações iniciais diziam que 70 pessoas estavam a bordo, mas o dono do barco disse que o navio transportava 48 pessoas. O governo trabalha com o número de 49 pessoas a bordo. Até o momento 23 sobreviventes foram localizados.
A embarcação tinha escala nos municípios de Monte Alegre e Prainha. O destino final era Vitória do Xingu, mas o barco afundou por volta de 22h de terça, em uma área denominada Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio. Chovia quando o acidente aconteceu. Muitos sobreviventes disseram que a embarcação foi atingida por uma tromba d’água – fenômeno similar a um tornado.
“A tripulação disse ter visto, no horizonte, algo com o formato de um funil, acompanhado de muita chuva e vento forte, e que teria pego o barco pela popa e o afundado. De acordo com os relatos, a embarcação girou e afundou em seguida”, afirmou o delegado Elcio de Deus, de Porto de Moz.

Presidência

O presidente Michel Temer divulgou nota oficial e usou seu perfil no Twitter nesta quinta-feira (24) para prestar solidariedades às famílias das vítimas dos naufrágios ocorridos no Pará. Na nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Temer afirmou que a estrutura do governo federal está à disposição “para ajudar nas buscas e no apoio aos sobreviventes” e que “as providências para apurar as causas dos acidentes e punir os responsáveis estão sendo tomadas, em todas as três esferas de governo”.
Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)
Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)

Investigação

O depoimento do dono do barco, que estava previsto para a manhã desta quinta-feira, foi adiado. A previsão é que ele seja ouvido pela polícia pela parte da tarde.
A Presidência da República emitiu uma nota informando que "lamenta profundamente a perda trágica de dezenas de vidas em acidentes com embarcações no Pará e na Bahia. O presidente Michel Temer manifesta, neste momento de dor, sua solidariedade às famílias das vítimas e coloca a estrutura do governo federal para ajudar nas buscas e no apoio aos sobreviventes".
Ainda segundo a presidência, providências para apurar as causas dos acidentes e punir os responsáveis estão sendo tomadas, em todas as três esferas de governo.

Velórios

Os corpos de nove vítimas que já haviam sido liberados pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram velados em igrejas e casas de parentes no município durante a noite de quarta e a manhã desta quinta.
Luciano Lima velou a filha Luciana, de 29 anos, que era comerciante na cidade. Além dela, o genro e a neta de Luciano estavam no barco, mas eles ainda não foram encontrados. ""Isso é lamentável, porque a gente não esperava que a minha filha fosse morrer desse jeito", disse Luciano.
Socorro sobreviveu ao naufrágio, mas a sua filha Neiva não resistiu. "Foi tudo muito rápido. Eu só tive tempo de colocar o colete na minha filha, não coloquei em mim, só nela. A gente não consegue descrever a perda de alguém que a gente ama", desabafa.

Confusão de números

  • Na quarta-feira pela manhã, a Secretaria de Segurança Pública informou que havia 70 pessoas no barco, das quais 25 sobreviveram.
  • No fim da tarde, a pasta divulgou que, na verdade, havia 15 sobreviventes e que 10 mortos foram resgatados.
  • Ainda na quarta, o Corpo de Bombeiros informou que o número de resgatados subiu para 19.
  • Na manhã desta quinta-feira, a secretaria informou que, segundo o dono do barco, havia 48 pessoas na embarcação.
  • A pasta, porém, informou que trabalhava com o número de 49 pessoas: 10 mortos, 23 sobreviventes e 16 desaparecidos.
  • A divergência entre o que disse o piloto e os números da secretaria não foi esclarecida até o momento.
  • Na manhã de quinta o governo informou que 9 corpos foram localizados, elevando o número de vítimas para 19.
  • Ao final da manhã, mais dois corpos foram encontrados, totalizando 21 mortos e 23 sobreviventes. Ainda não se sabe o que ocorreu com os demais ocupantes da embarcação.
Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)
Equipes trabalham na busca de desaparecidos após naufrágio de um barco no Rio Xingu, na região de Ponte Grande do Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará (Foto: Paulo Vieira/Arquivo Pessoal)

Sobreviventes

"O barco começou a estalar e foi todo mundo para o fundo”, disse o DJ Bruno Costa, de 29 anos, que sobreviveu ao naufrágio do barco.
Segundo Bruno, uma lona colocada sobre o barco para proteger os passageiros de uma forte tempestade na noite de terça dificultou que mais pessoas conseguissem se salvar da embarcação.
“Vivi momentos terríveis na minha vida. A lona que é amarrada quando chove impediu muita gente de sair. Eu consegui resgatar uma criança de uns 2 anos, mas eu estava sem colete, a criança também”, disse Bruno Costa.
Ainda de acordo com Bruno, um homem que também tentava sobreviver impediu que ele concluísse o resgate da criança. “Ele subiu em cima de mim, tirou a criança e rasgou minha camisa. Eu consegui sair desse cara e ele foi para o fundo”.
Segundo o DJ, ao chegar a superfície ele conseguiu avistar outros sobreviventes, mas nem todos conseguiam se manter flutuando pela falta de coletes salva-vidas. “Foi aí que consegui me manter na superfície, mas muita gente infelizmente não conseguiu”, relata.

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