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11 agentes de segurança pública investigados por extermínio no Maranhão


Nove policiais militares e dois guardas municipais já foram presos e respondem a inquérito este ano por envolvimento nesse tipo de crime no interior do estado

Wilson Castro e Hermano Lima,presos por extermínio (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - Profissionais da área de segurança pública estão sendo investigados pela polícia acusados de fazerem parte de grupo extermínio que atua no interior do estado. Um total de 11 suspeitos desse tipo crime já foi preso no Maranhão somente este ano. Os últimos detidos foram os guardas municipais da cidade de Viana, Jucélio Mendes Araújo e João Batista Arouche Braga, na quarta-feira, 16, naquela cidade.

O delegado regional de Viana, Jorge Pacheco, informou que os dois guardas municipais fazem parte de um bando que já teria cometido dezenas assassinatos na região da Baixada Maranhense, principalmente em Viana e municípios vizinhos. Esses crimes começaram a ser investigado por policiais da delegacia de Viana, mas no momento está a cargo da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP) por determinação da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Jorge Pacheco explicou que três suspeitos de integrarem esse bando, já foram detidos, mas ainda falta prender outros envolvidos. “A polícia está na busca para identificar e prender os outros membros dessa quadrilha, a maioria moradora da baixada” explicou o delegado.

O delegado disse ainda que na última quarta-feira, em Viana, foram presos os guardas municipais Jucélio Mendes e João Batista. Com eles, a polícia ainda apreendeu munições de calibres diversos. Eles seriam responsáveis por uma tentativa de homicídio e teve como vítima Jeferson Nunes Serra, o Jefinho, e de terem matado a tiros José Raimundo Martins. Os dois crimes ocorreram em Viana.

Líder

O líder do grupo de extermínio da Região do Gurupi e localidades vizinhas, o policial militar reformado Francisco da Silva Sousa, o Da Silva, foi preso na cidade de Açailândia durante uma operação realizada no dia 20 de maio deste ano, por uma equipe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e policiais militares.

O delegado Thiago Bardal, superintendente da Seic, informou que o policial reformado foi preso em cumprimento a uma ordem judicial expedido pela 2ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Maranhão pelo assassinato do ambientalista Raimundo dos Santos Rodrigues, o Dos Santos, e da tentativa de homicídio de sua esposa, Maria da Conceição Chaves Lima.

Esse crime ocorreu no dia 25 de agosto de 2015, nas proximidades da fazenda Santa Bárbara, localizada no povoado Rio das Onças, na zona rural de Buriticupu, área da Reserva Biológica do Gurupi, sob a administração da Autarquia Federal do Instituto Chico Mendes (Icmbio).

Desaparecimento

Já o tenente Josuel Alves de Aguiar e os soldados Tiago Viana Gonçalves e Gladstone de Sousa, ambos da Polícia Militar, segundo a polícia, são acusados do desaparecimento do cabo Júlio César da Luz Pereira e do soldado Carlos Alberto Constantino Sousa. Eles fariam parte de um de grupo de extermínio que atua na região de Buriticupu. A última vez que o cabo César e soldado Alberto foram vistos foi no dia 17 de novembro do ano passado, nessa cidade.

Ainda de acordo com as informações da polícia, no dia do desaparecimento dos militares o tenente Josuel teria ligado para o celular de Alberto, convidando-o para irem buscar um caminhão e um trator. Também neste dia, um morador dessa cidade, Aceval de Melo, teria visto os militares em um veículo Triton, acompanhados do tenente Josuel e dos soldados Viana e Gladstone.

No fim do mês de maio, os acusados foram presos por determinação judicial e recolhidos ao presídio do comandado da Polícia Militar, no Calhau, mas já foram soltos. As investigações continuam, mas em segredo de Justiça.

Mais prisão

No dia 29 de maio deste ano foi preso o policial militar Breno Duarte Bezerra, em Imperatriz, suspeito de fazer parte de um bando de extermínio e por tráfico de drogas, homicídio e extorsão. O delegado Eduardo Galvão, da regional de Imperatriz, informou que Breno Duarte já havia sido preso no ano passado acusado de um duplo homicídio em 1º de setembro do ano passado. Na ocasião, o policial militar foi liberado e voltou às atividades.

Ainda em Imperatriz, este ano, foi desenvolvida a operação “Diamante Negro” pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, em conjunto com a Delegacia Regional de Imperatriz, que resultou na prisão dos policiais militares Jonh Mike Barros de Sousa, do 3° Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, e Jack Helson Nascimento Assunção, de Paragominas, no Pará, também acusado de crime de homicídios no interior do estado.

Transferidos

Já os policiais militares Wilson Castro Nascimento, de 44 anos, e Hermano Lima Queiroz, de 26 anos, foram transferidos na tarde de quinta-feira, 24, para o comandado geral da Polícia Militar, no Calhau. Eles estavam presos no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Imperatriz, acusados pela morte de Valdiney Pereira Silva, o Ney da Padaria, ocorrida no dia 27 de abril deste ano.

Os dois militares ainda este mês, além da Justiça comum, vão ser submetidos a julgamento pela Justiça Militar e podem ser excluídos da corporação. Eles devem ser julgados inicialmente pelo Conselho de Disciplina da PM, e caso sejam excluídos, serão julgados pela Justiça comum por homicídio qualificado.

Os dois estão sendo investigados por outros crimes de homicídios e de integrarem ao grupo de extermínio que tinha como líder, Jorge Marques Junqueira, o Machinha, assaltante de banco, morto durante troca de tiros com a polícia, na cidade paraense de Salinópolis, no último dia 19. Na ocasião, o policial civil do Maranhão, identificado como Regis, foi baleado, sem gravidade.

Grupo de Patrick

A Polícia Civil está investigando, também, a participação de policiais militares em um grupo criminoso chefiado pelo empresário e fazendeiro Sebastião Patrick Campos de Almeida Souza, de 33 anos, preso no dia 27 de julho, na cidade de Custódia, em Pernambuco. Ele é acusado de ser o mandante de pelo menos 12 homicídios no Maranhão.

A Polícia Civil de Pernambuco informou que Sebastião Patrick tem um forte esquema de segurança composto por policiais militares, inclusive do Maranhão. Entre desses militares está o soldado da corporação militar paraense, identificado como Rodrigo Doroteu. Os militares são utilizados em cobranças e na prática de homicídios, além de fazerem a segurança dos outros integrantes do bando durante as ações criminosas.

O Estado

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