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Tragédia no DF: corpo de aluna morta por professor e ex-amante é enterrado à tarde


Será sepultado no início da tarde de hoje o corpo da estudante universitária da UniCeub Suênia Sousa Faria, 24 anos, morta a tiros na sexta-feira pelo professor de direito Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos. O cadáver foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) no horário previsto e está sendo velado no cemitério de Taguatinga.

Sivanildo Souza Faria e Simone Souza Faria velam o corpo da irmã assassinada
A arma usada pelo professor de Direito Rendrik Rodrigues para matar a aluna Suênia Faria foi comprada há apenas duas semanas em uma feira conhecida por venda de objetos roubados, a "Feira do Rolo", na cidade-satélite da Ceilândia.

UniCeub sabia das ameaças,
mas cruzou os braços, diz irmã
Cilene Farias, irmã da universitária Suênia Faria, 24 anos, assassinada pelo professor, afirmou que o reitor do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) sabia das ameaças que a jovem vinha sofrendo. Cilene disse que, embora a estudante não tenha registrado ocorrência policial a respeito das ameaças, o caso foi levado ao reitor do UniCeub, Getúlio Américo Lopes:

- Na semana passada, ela o procurou e mostrou as mensagens com as ameaças. O professor, inclusive, afastou-se das aulas por uns dias. Mas nada foi feito - diz ela.

O UniCeub sustenta que nenhuma denúncia foi levada ao reitor e à ouvidoria, além da direção e a coordenação do curso de Direito. Em nota, a universidade informou que a comunidade acadêmica "está profundamente transtornada e manifesta seu pesar pelo falecimento". Tanto o UniCeub quanto a Faculdade Projeção, onde Rendrik era coordenador do curso de Direito, anunciaram a demissão do professor.

O crime ocorreu na sexta-feira. Após um fim de relacionamento conturbado, marcado por ameaças, o professor de Direito Rendrik Vieira Rodrigues, de 35 anos, matou Suênia a tiros, entregando o corpo dela numa delegacia de Brasília. Meses antes, eles haviam tido um romance.

Logo depois de se apresentar, o acusado foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado (por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima), e levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) .

Conforme o depoimento de Rendrik, houve um desentendimento entre os dois e ele a baleou com uma pistola .380, próximo ao Jockey Club de Brasília. Depois de rodar pela cidade com o corpo dentro do carro, entregou-se na 27ª Delegacia do Recanto das Emas. Ao chegar ao local, teria dito aos policiais que havia feito uma besteira. Questionado por repórteres se estava arrependido, o professor gesticulou afirmativamente com a cabeça.

O professor contou em seu depoimento ter comprado a arma há duas semanas, na Feira do Rolo, em Ceilândia, conhecida por vender produtos roubados, com o objetivo de se proteger de supostas ameaças do marido da jovem.

- O conjunto probatório leva a crer que ele tinha a intenção de matar - afirmou o delegado Ulysses de Oliveira Campos Neto.

Peritos confirmaram à família que Suênia levou quatro tiros, dois na cabeça e dois na barriga. O celular dela foi atingido, num indicativo de que tentou se proteger com ele ou avisar alguém. A amiga que a acompanhava na faculdade contou que a jovem aceitou, sem resistência, conversar com o professor. Ela deixou sua bolsa com a vítima, pois, após a conversa, seguiria de carona com ela.

Minutos antes, a estudante ligara para a irmã, avisando que buscaria roupas em sua casa para uma viagem com o marido para Goiânia. Caçula de seis irmãos, Suênia sonhava ser mãe e delegada de polícia.
Ela cursava o 7 período de Direito no UniCeub, onde Rendrik dava aulas. Os dois namoraram por alguns meses, após a jovem encerrar um casamento.

Contudo, ela decidiu reatar com o marido e terminou com o professor, que não teria se conformado com a situação. Nos últimos meses, ele teria feito ameaças por telefone, e-mails e pelas redes sociais à vítima e seus familiares.

Por volta das 14h30m de sexta-feira, Suênia deixava a faculdade, quando foi abordada pelo professor, que pediu a ela para conversar. Uma amiga, que a acompanhava, os deixou a sós. Os dois seguiram no carro do marido da jovem, um Sandero prata, pela Via Estrutural de Brasília. Por volta das 15h30m, a estudante telefonou para o marido do celular de Rendrik, dizendo que o deixaria e passaria em casa para buscar suas coisas.

Ele teria desconfiado do tom de voz. Conforme o relato de familiares, perguntou se Suênia estava em perigo, ao que a ligação foi interrompida. Em seguida, sem conseguir mais contato, registrou ocorrência numa delegacia e começou a procurá-la, juntamente com a irmã, Cilene.

- Ficamos desesperados. Ele (Rendrik) me ameaçava, dizendo que ia me pegar, a ela e ao marido. A Suênia tinha medo de registrar queixa para não aumentar a ira dele - contou Cilene.

Fontes: O Estado de Minas, Pernambuco.com e O Globo

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