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Ônibus da Quadrilha Junina 'Matutos do Rei' é assaltado, próximo a cidade de Barra do Corda -MA

Quadrilha Junina de Açailândia que vai representar o Maranhão em Recife no Globo Nordeste é vítima de uma quadrilha do mal.

Todos os integrantes da quadrilha junina que estavam no ônibus passam bem

Por volta das 3h da madrugada deste sábado (25), pouco antes da cidade de Barra do Corda/MA, um dos ônibus que transportam os integrantes do grupo junino Açailandense Matutos do Rei, foi assaltado. Segundo informações de um dos membros, Vertin Barros, 5 meliantes entraram no veículo e roubaram dinheiro e objetos pessoais, como bolsas, celulares e jóias.

“Assaltaram nosso ônibus. Graças a Deus nada demais aconteceu. Levaram bolsas, roupas, dinheiro e documentos”,afirmou Vertin em uma mensagem de WhatsApp enviada as 03h28 desta madrugada de sábado (25).

As primeiras informações dão conta que os bandidos entraram no primeiro ônibus, que vinha à frente dos outros dois, roubaram os componentes e ainda tentaram parar e assaltar o ônibus de trás, o que não foi possível, pois o motorista do veículo acelerou e não deu chances aos bandidos.

Em nota, a diretoria do grupo informou:“A Junina Matutos do Rei está em viagem para a cidade de Goiana – PE e na madrugada de ontem um dos ônibus foi vítima de assalto. Apensar de alguns pertencer roubados, todos passam bem. Aos amigos, familiares, admiradores e fãs da nossa junina, que se tranquilizem, estamos bem e confiantes na nossa apresentação. Rezem por nós! Abraços”.

A Matutos do Rei deixou Açailândia na noite de ontem (24), as 21h30. Ao todo, cerca de 140 pessoas – 128 brincantes e os outros membros da diretoria – saíram em comboio em três ônibus rumo à cidade Pernambucana de Goiana, onde representarão o Maranhão na Globo Nordeste de Juninas, após a conquista do ‘Arraial da Mira’ pela quarta oportunidade.

Por Izaias Cézar/JM
Edição André Gomes 

Jovem é assassinado a tiros na manhã deste sábado, próximo da Pizzaria da Mama em Imperatriz


Jovem é morto a tiros nas proximidades da Pizzaria da Mama em Imperatriz

No início da manhã deste sábado (25), o adolescente identificado como Luís Henrique de Moura Cunha, foi morto a tiros. 


O crime aconteceu na rua Amazonas nas proximidades da Pizzaria da Mama, no bairro Nova Imperatriz.

De acordo com informações Luis Henrique era usuário de drogas. O corpo foi removido para o IML de Imperatriz. 

Mais de 1 milhão no Reino Unido pedem novo referendo sobre UE


Site da Câmara dos Comuns caiu devido ao alto nº de adesões. Parlamento britânico considera debater pedido.
Agencia EFE
Do G1, em São Paulo
Foto compartilhada no Twitter mostra manifestantes diante do Parlamento (Foto: Reprodução/Twitter/Alex Rawlings)Foto compartilhada no Twitter mostra manifestantes diante do Parlamento na sexta-feira após a divulgação do resultado do referendo (Foto: Reprodução/Twitter/Alex Rawlings)
Uma petição pública no Parlamento britânico para que oReino Unido realize outro referendo sobre a permanência na União Europeia (UE) superou neste sábado (25) 1,1 milhão de assinaturas. Na sexta-feira (24), foi divulgado o resultado do referendo em que 51,9% dos eleitores britânicos optaram por deixar associação com os países europeus.

A solicitação fez com que o site da Câmara dos Comuns entrasse em colapso na sexta devido ao alto número de pessoas que entraram para aderir à proposta, segundo a Efe.

O texto, impulsionado por um cidadão identificado como William Oliver Healey, pede aos deputados a "implementação de uma norma pela qual se o voto para sair ou ficar (na UE) for inferior a 60%, com uma participação inferior de 75%, deveria ser convocado outro referendo.

Através de uma mensagem em seu site oficial, o parlamento afirmou que considerará este pedido para debate, o que se compromete a fazer com todas as iniciativas cidadãs que reúnam mais de 100 mil assinaturas. Uma comissão vai se reunir na próxima terça (28), quando poderá decidir se aprova a realização de um debate sobre o assunto.

Oficialmente, o referendo não é "vinculante", ou seja, ele não torna obrigatória a decisão de sair do bloco europeu. Mas o futuro primeiro-ministro britânico dificilmente será capaz de contrariar a decisão da população. Parlamentares também podem bloquear a saída do Reino Unido, mas analistas consideram que isso seria suicídio político.
Enquanto a direita britânica diz não ter pressa para formalizar o pedido de separação, os países da União Europeia fazem forte pressão para que o Reino Unido formalize a sua saída o mais rapidamente possível.
A saída do Reino Unido não será um divórcio amistoso, advertiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que pede a Londres que apresente "imediatamente" o pedido de saída. "Não é um divórcio amistoso, mas também não era uma grande relação amorosa", declarou ao canal alemão ARD.
Processo para separação  
O processo para encerrar 40 anos de união não é automático e se anuncia um divórcio difícil, porque tem de ser negociado com os outros 27 membros do bloco. É a primeira vez que isso acontece.
A Câmara Baixa do Parlamento britânico, onde a maioria é contra a Brexit, deve pedir ao premiê para apresentar a Bruxelas a carta anunciando a saída do bloco, segundo a Deutsche Welle. Esse próximo passo ainda não tem prazo para acontecer.

O Reino Unido deve ativar, então, a Cláusula 50 do Tratado de Lisboa, que desde 2009 funciona como uma espécie de Constituição Europeia, explicou a BBC. Uma vez que esse artigo é acionado não dá para voltar atrás.
A maioria dos 650 deputados federais britânicos é favorável à permanência do Reino Unido na UE. Ao menos 450 deles, de diversos partidos, articulam o lobby na tentativa de garantir a permanência britânica no mercado europeu – proposta polêmica e que deve enfrentar forte resistência dos outros países do bloco.
A manutenção desse elo, por outro lado, forçaria o Reino Unido a manter suas fronteiras com a UE abertas para trabalhadores europeus e continuar contribuindo para o orçamento do bloco – o que desagrada os partidários da Brexit.
Divisões profundas e os insatisfeitos
O resultado do plebiscito sobre a permanência na UE evidenciou profundas divisões entre os britânicos. Em grandes cidades como Londres, Manchester, Bristol, Leicester, Leeds e Liverpool, a maioria votou por permanecer na UE, enquanto em cidades menores e zonas rurais predominou a preferência pela saída do bloco.
Na sexta-feira, londrinos fizeram um protesto contra o resultado do referendo. A maioria dos eleitores da cosmopolita capital britânica, de 8,6 milhões de habitantes, votou contra a separação. Os londrinos também lançaram uma campanha bem-humorada pela independência da capital britânica nas redes sociais, como informou a BBC.
Referendo
A apuração foi divulgada por áreas de votação e a disputa, bastante acirrada. O "sair" começou à frente e chegou a ser ultrapassado pelo desejo de continuar na UE, mas logo retomou a liderança e foi abrindo vantagem até vencer com quase 51,9% dos votos. Foram 17.410.742 votos a favor da saída e 16.141.242 votos pela permanência - mais de 1,2 milhão de votos de diferença.

Após a divulgação do resultado o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que se opunha à separação, anunciou que deixará o cargo em outubro. "Os britânicos votaram pela saída e sua vontade deve ser respeitada", afirmou o premiê. Ele ponderou que o país precisa de uma nova liderança para levar a decisão adiante. "A negociação deve começar com um novo primeiro-ministro".

Dilma prestará depoimento por escrito na Lava Jato

Dilma decide responder perguntas em processo da Odebrecht por escrito
Ela foi arrolada como testemunha de Marcelo Odebrecht em processo. Sérgio Moro intimou a presidente afastada, que decidiu atender a solicitação.

Por Samuel Nunes
Do G1 PR
Dilma diz que não vai para 'debaixo do tapete' (Foto: Taisa Alencar / G1)Dilma preferiu invocar artigo do código de processo penal que lhe dá direito a testemunhar por escrito (Foto: Taisa Alencar / G1)
A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) decidiu nesta sexta-feira (24) que vai atender à intimação feita pelo juiz federal Sérgio Moro. Ela foi arrolada como testemunha em um processo da Lava Jato, envolvendo o setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), servia exclusivamente para pagar propinas. Dilma responderá aos questionamentos por escrito.

Ela foi indicada como testemunha no processo pela defesa do ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Ele é um dos réus na ação penal que apura as irregularidades desse setor da empresa. Na ação, os advogados de Marcelo Odebrecht também pediram a convocação dos ex-ministros Edinho Silva, Guido Mantega e Antônio Pallocci.

No ofício enviado a Sérgio Moro, a presidente Dilma decidiu invocar o artigo 221 do Código de Processo Penal, que prevê a possibilidade de que autoridades possam prestar depoimento por escrito. Para tanto, Moro definiu prazo de cinco dias para que a defesa de Marcelo Odebrecht formule as perguntas a serem enviadas para a presidente afastada.

O pedido para ouvir as testemunhas foi apresentado como reposta prévia à acusação do MPF. O advogado Nabor Bulhões pediu que o cliente seja absolvido sumariamente e, caso não seja esse o entendimento de Moro, que sejam ouvidas todas as testemunhas arroladas. Foram elencadas ao todo 15 testemunhas.

Marcelo Odebrecht já foi condenado a mais de 19 anos em primeira instância e recorre da sentença. O ex-presidente da empreiteira ainda responde a mais duas ações na Justiça Federal, dentre elas a que apura o setor apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como dedicado exclusivamente à contabilidade paralela da empresa.

Quanto às demais testemunhas arroladas não significa, ainda, que elas irão depor. Ao juiz responsável pelo processo cabe autorizar, ou não, as oitivas. Em outros casos, o juiz Sérgio Moro pediu aos réus que prestassem maiores esclarecimentos sobre a necessidade dos depoimentos.

Na petição apresentada neste processo, a defesa de Marcelo Odebrecht não explica porque quer ouvir as 15 testemunhas.

Outros casos
Esta não é a primeira vez que Dilma Rousseff é arrolada como testemunha de defesa de um réu na Lava Jato. Em janeiro de 2015, a defesa do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró apresentou pedido para ouvir a presidente, mas três horas depois protocolou requerimento solicitando a retirada do pedido.

De acordo com a defesa de Cerveró, o nome da presidente havia sido incluído porque a defesa entendeu que o Conselho de Administração da Petrobras, então chefiado por Dilma, tinha responsabilidade por contratos firmados para a construção de navios-sonda.

A operação foi feita pela Área Internacional da empresa, à época comandada por Cerveró. Segundo o MPF, Cerveró recebeu propina em dois contratos firmados.

Após o protocolo, porém, Edson Ribeiro, advogado do Cerveró, repassou a lista ao cliente, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Foi quando o ex-diretor informou que os contratos foram firmados diretamente pela Área Internacional da Petrobras, sem o conhecimento do Conselho de Administração.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já foi arrolado como testemunha em um processo da Lava Jato, a pedido do pecuarista José Carlos Bumlai. Moro aceitou o pedido e chegou a marcar a data do depoimento, mas Bumlai desistiu da oitiva.

Acusação
A ação remonta à 26ª fase da Lava Jato, que recebeu o nome de Xepa. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal(MPF) afirmaram que a Odebrecht possuía um departamento responsável pelo pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empresa com o poder público.

O MPF pede que a Justiça decrete a perda de R$ 34.089.400 dos denunciados, em razão de os recursos serem oriundos das práticas criminosas de lavagem de dinheiro denunciadas.

João Santana e Monica Moura foram beneficiados com esses pagamentos ilegais, mesmo com a Lava Jato em curso, de acordo com o MPF. De acordo com o coordenador da força-tarefa, o procurador Deltan Dallagnol, foram 45 pagamentos, totalizando R$ 23,5 milhões, de 24 de outubro de 2014 a 22 de maio de 2015.

Segundo o MPF, os pagamentos feitos pela Odebrecht estão atrelados a diversas obras e serviços federais e também a governos estaduais e municipais. Dentre elas está a construção da Arena Corinthians, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

A estimativa é de, ao menos, R$ 66 milhões em propina distribuída entre 25 a 30 pessoas. Este valor, segundo a PF, estava disponível em apenas uma das contas identificada como pertencente à contabilidade paralela da empresa.

Ao pedir prisão, PGR quer 'pena de morte política' de Cunha, diz defesa



PGR pediu ao STF, em maio, a prisão do presidente afastado da Câmara. Advogados do peemedebista alegam que pedido se baseia em 'ilações'.
Por Renan Ramalho
Do G1, em Brasília
[CUNHA HOME] Eduardo Cunha fala com jornalistas após ser afastado da presidência da Câmara em Brasília, em maio de 2016 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/Arquivo)Eduardo Cunha é alvo de pedido de prisão apresentado ao STF pelo procurador-geral da República. (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/Arquivo)
A defesa do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contestou nesta sexta-feira (24), em documento apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de prisão apresentado contra ele pela Procuradoria Geral da República (PGR). Os advogados do peemedebista alegaram na petição que a medida seria uma “verdadeira aventura jurídica” e que o Ministério Público quer impor “uma pena de morte política” ao deputado fluminense.

"Claramente, pretende a Procuradoria Geral da República impor uma pena de morte política ao requerido, que além de descabida e desproporcional, afigura-se antecipada", acusam os advogados de Cunha na peça judicial.

Em maio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Cunha sob o argumento de que a suspensão do mandato do peemedebista e o afastamento dele da presidência da Câmara, determinada pelo Supremo, não surtiu efeito e o parlamentar teria continuado interferindo no comando da casa legislativa.

Além disso, o chefe do Ministério Público alegou à Suprema Corte que Cunha estaria usando o cargo de presidente da Câmara para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e o processo de cassação de seu mandato na Casa.

“A falta de percepção de funcionamento do Estado revelada em seus fundamentos é chocante. O que mais chama a atenção no requerimento ministerial, contudo, é nenhuma dessas duas constatações, mas sim como o equilíbrio entre os Poderes da República foi colocado em risco por tamanhas frivolidades. Como garantias constitucionais tão caras à democracia foram barateadas por meras ilações, opiniões, cogitações e notícias de jornal”, diz trecho da defesa apresentada pelos advogados por Cunha.

Com base no pedido de prisão e na defesa de Cunha, o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no STF, irá decidir se manda ou não prender o deputado do PMDB. O magistrado não tem prazo para tomar a decisão.

Acusação da PGR
O pedido de prisão de Eduardo Cunha apresentado pela PGR listou três fatos que mostrariam tentativa do peemedebista, mesmo após afastado do comando da Câmara e do mandato de deputado, de tumultuar o caso:

1- uma decisão da mesa diretora da Câmara que manteve para Cunha diversos benefícios do cargo de presidente da Casa;
2- uma entrevista que Cunha concedeu dizendo que iria ao seu gabinete na Câmara, apesar de estar com o mandato suspenso;
3- alegação de que o deputado do PMDB teria influência sobre nomeações no governo do presidente em exercício, Michel Temer.

Na peça judicial entregue nesta sexta ao STF, os advogados de Cunha rebatem os argumentos do Ministério Público. A defesa diz, por exemplo, que os benefícios concedidos ao parlamentar depois do afastamento – como uso da residência oficial, equipe de gabinete e transporte aéreo – não foram autorizados por ele, mas sim por quatro deputados que integram a mesa diretora da Câmara.

Inclusive, os defensores citaram decisão do próprio Teori Zavascki que, no dia 17, negou ação protocolada pelo PSOL que pedia o corte dos benefícios do presidente afastado da Câmara. Na decisão, o magistrado argumentou que não há prova de que as regalias foram usadas, por exemplo, para atrapalhar as investigações.

Em outro trecho do documento, a defesa alega que, desde que o tribunal determinou o afastamento do peemedebista da Câmara, no início de maio, ele foi à casa legislativa somente no dia 19 de maio para se defender pessoalmente no Conselho de Ética no processo que recomenda sua cassação. A defesa ressaltou que, em dúvida sobre se poderia frequentar a Casa, não foi mais ao Lesgislativo.

Afastamento do cargo
Na tentativa de convencer Teori Zavascki que não há motivos para prender Eduardo Cunha, os advogados do peemedebista enfatizaram na defesa que ele foi afastado do exercício do cargo de deputado, mas não de suas atividades políticas e partidárias.

“O requerido [Cunha] não está impedido de fazer política, como participar de reuniões partidárias, discutir políticas públicas, opinar em projetos governamentais, desde que, por óbvio, não pratique atos relacionados com o exercício do mandato que se encontra suspenso”, diz a defesa.

Quanto à suposta influência de Cunha no governo Temer, os defensores afirmam que uma suposta tentativa do deputado do PMDB em indicar um novo secretário para a Receita Federal (que também investiga o parlamentar fluminense) ou mesmo a escolha do deputado André Moura (PSC-SE) para o posto de líder do governo na Câmara são “falácias levantadas pela mídia”.

“Considerando que ainda que houvesse prova de que o ora requerido houvesse indicado cargos, tal ato não se configuraria descumprimento da decisão de afastamento do mandato parlamentar”, pondera a defesa.

'Pena de morte política'
Os advogados do presidente afastado alegam na peça de defesa que, desde que o pedido de prisão foi apresentado ao tribunal, em 23 de maio, não houve qualquer ato de Eduardo Cunha no sentido de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato ou do processo de cassação na Câmara.

O documento destaca que, em 14 de junho, o Conselho de Ética aprovou relatório que recomenda a perda do mandato do peemedebista. O parecer ainda será analisado pelo plenário principal da Câmara.

Os advogados também afirmam que o pedido de prisão demonstra “uma espécie de anseio encarcerador”.

Em relação a um pedido alternativo do Ministério Público de que, em caso de o pedido de prisão ser negado, Cunha seja obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica, a defesa reclama que a recomendação “é absurda, injustificável e só pode decorrer do condenável intuito de estigmatizar e ridicularizar”.

Teori envia à Justiça Federal de Brasília denúncia contra Lula


Rodrigo Janot, da PGR, queria enviar caso a Sérgio Moro, de Curitiba. Para ministro do Supremo, maior parte dos delitos ocorreu em Brasília.
Por Mariana Oliveira
Do G1, em Brasília

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) o envio para a Justiça Federal de Brasília de denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela suposta tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Também são alvos da mesma denúncia o senador cassado Delcídio do Amaral, o banqueiro André Esteves e outras quatro pessoas.

Os sete são acusados de obstrução à Justiça, por suposta tentativa de atrapalhar a delação de Cerveró na Operação Lava Jato. Procurada, a defesa de Lula informou que não vai se manifestar sobre a decisão.

Para Teori Zavascki, "tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no 'ambito da Petrobras'". Por isso, ele entendeu que deve ser considerado o local onde o suposto crime foi consumado, em Brasília.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo que o caso fosse remetido para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato no Paraná, por entender que havia conexão dos fatos com o esquema de corrupção na Petrobras. Segundo Janot, alguns dos denunciados, como o empresário José Carlos Bumlai, o filho dele Maurício Bumlai e o próprio Cerveró já são alvos de processo no Paraná.

Advogados de defesa dos acusados, no entanto, contestaram o pedido de envio ao Paraná. O banqueiro André Esteves, um dos denunciados, argumentou que o suposto crime foi cometido em Brasília. Já o ex-presidente Lula afirmou que o caso deveria ir para Justiça Federal de São Paulo porque fatos narrados ocorreram naquele estado.

O ministro Teori Zavascki reconheceu que o que permitia que o inquérito seguisse no Supremo era o foro privilegiado de Delcídio. Mas, depois que ele foi cassado, o caso deve continuar na primeira instância, frisou o ministro.

Mas ele entendeu que o próprio Supremo já decidiu que não há a chamada "prevenção" para o que não se referir especificamente à corrupção na estatal. Segundo o ministro, a definição do juízo que deve tocar o caso deve ser feita conforme o local onde o crime foi cometido.

Conforme o ministro, os delitos ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, "com preponderância desta última porque onde desempenhava o ex-parlamentar sua necessária atividade".

Teori Zavascki também frisou que foi em Brasília que o filho de Cerveró, Bernardo, gravou a conversa que deu origem à descoberta da trama.

Denúncia
Para denunciar Lula e os outros seis, a Procuradoria usou as delações premiadas do senador cassado Delcídio do Amaral e do chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e apresentou extratos bancários, telefônicos e passagens aéreas.

Para Janot, há provas de que Lula se juntou ao amigos, o pecuarista José Carlos Bumlai, e que eles pagaram R$ 250 mil para comprar o silêncio de Cerveró.

Na denúncia, a Procuradoria afirmou que Lula “impediu e/ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa , ocupando papel central , determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai” e pede a condenação dos denunciados por obstrução da Justiça.

PRF apreende caminhão com mil caixas de cigarros contrabandeados


PRF apreende na BR 010 mil caixas de cigarros contrabadiados

Na tarde desta sexta-feira(24) na Unidade da PRF em Imperatriz-MA, localizada na BR 010, km 260, próximo ao Povoado Lagoa Verde, a equipe da PRF apreendeu um caminhão de placa ODH-3807/ES, com mil caixas de cigarros contrabandeados, com o motorista Sérgio Aparecido Ricardo, de 41 anos, natural do Estado do Paraná, com ele foi encontrado a quantia R$ 8.514,00 (oito mil quinhentos e quatorze reais) em espécie, 01 aparelho GPS, 02 aparelhos celulares com 02 chips.


A PRF constatou que o caminhão foi roubado em 18 fevereiro de 2015, no Posto do Detran/TO em Taquaralto, distrito de Palmas/TO, Segundo o condutor ele recebeu o caminhão já carregado em Marília/SP e tinham como destino Belém/PA.